segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

'Deus é Um Bagulho Muito Doido', Diz Igor Kannário



"Dê-lhe algum poder e conhecerás a essência de um homem". Nunca esta frase coube tão bem a alguém como ao cantor Igor Kannário. 

Conhecido por muitos como o Príncipe do Gueto, o jovem defensor da favela parece não medir as palavras quando o assunto é a auto-exaltação. Mas parece que dessa vez, ele foi longe demais. 

Primeiro, que é quase que inacreditável como alguém pode arrastar uma multidão de seguidores, dizendo proclamar a paz, sendo que suas músicas fazem apologia à violência. Segundo, é lamentável ver a nossa juventude ter alguém considerado como um demônio pela própria mãe, como seu ídolo ou exemplo. Terceiro, como alguém que prega humildade e pés no chão não consegue viver longe de confusões?

Pois bem, e como se não bastassem estes tristes fatos, temos que aturar a mídia controlada, que, obstinada pelos altos índices de audiência, ignorar o produto de péssima qualidade que ela está vendendo. A prova disso está na entrevista feita pelo jornal carioca O Globo na edição desta segunda-feira (23), onde o artista falou sobre o "sucesso" e o retorno ao Carnaval de Salvador, depois de dois anos fora.

"O Carnaval da Bahia é a vitrine de todo artista, a Copa do Mundo. Quando você se vê fora desse campeonato, bate um desespero", contou Kannário. Para ele, a parte mais difícil da transição na sua carreira é ser um exemplo para os outros.

"Estou melhor assessorado. Essa coisa de ser exemplo é difícil. Mesmo que não queira, tenho que me policiar por conta das crianças e dos adolescentes", afirmou o cantor. O artista foi elogiado por Caetano Veloso e pelo secretário de cultura do Estado, Jorge Portugal, que o comparou com o cantor Geraldo Vandré.

"Ele tem uma pegada de protesto social e atitude rocker, dedo em riste. Minha geração teve Geraldo Vandré com 'vamos embora que esperar não é saber'. A de hoje tem Kannário com 'tudo nosso, nada deles'", disse Portugal. Sobre a virada na sua carreira nos últimos meses, Kannário preferiu atribuir o sucesso aos trabalhos divinos.

"Uma hora você está em casa, na outra é preso. Num dia você está dormindo, no outro acorda como sensação do Carnaval. Deus é um bagulho muito doido", concluiu.


Sei que muitos podem discordar (é um direito que assiste), mas que crédito alguém que tratar o autor da vida como bagulho, pode ter? Chamar o criador do Universo de muito doido, é no mínimo, insano. 

Afinal de contas, quem é o doido da história?

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